domingo, 1 de outubro de 2017

A cura para diabetes foi encontrada? Será Mesmo Verdade?

Um texto que circula nas redes sociais diz que a vacina contra Diabetes Tipo 1 já foi anunciada oficialmente, Há também outros textos que falam sobre planos alimentares ou remédios a base de plantas, que seriam capazes de curar a diabetes tipo 1 o que não é verdade pois Diabetes tipo 1 ainda não tem cura. 

Sobre a vacina existe de fato, um estudo nos Estados Unidos para reversão do Diabetes Tipo 1 usando a vacina contra Tuberculose.

No entanto os teste estão ainda em fase preliminar e não é possível dizer que existe uma Vacina ou Cura para Diabetes Tipo 1 e muito menos que já foi anunciada oficialmente ou que já pode ser usada. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil tem 14,3 milhões de  pessoas com diabetes e metade das pessoas com diabetes não sabem que tem o problema. 

Diabetes Tipo 1 

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica caracterizada pela destruição parcial ou total das células β das ilhotas de Langerhans pancreáticas, resultando na incapacidade progressiva de produzir insulina. Esse processo pode levar meses ou anos, mas somente aparece clinicamente após a destruição de pelo menos 80% da massa de ilhotas. Inúmeros fatores genéticos e ambientais contribuem para a ativação imunológica que desencadeia esse processo destrutivo.

Diabetes tipo 2 

É também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora na atualidade se vê com maior frequencia em jovens , em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de HIPERGLICEMIA. Por ser pouco sintomática o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.




Gripe e Diabetes: Uma Relação Delicada

A Dra. Vivian Ellinger, ex-presidente do Departamento de Diabetes, esclarece algumas dúvidas sobre a relação entre a gripe e o diabetes, lembrando que a automedicação é sempre condenada e que não existe qualquer diferença do tratamento da gripe em diabetes tipo 1 ou tipo 2. Veja, abaixo, um artigo escrito pela especialista.

A gripe, apesar de ser uma infecção do trato respiratório bastante comum pode trazer complicações como a pneumonia, em indivíduos mais idosos e em pessoas com doenças crônicas, como é o caso do diabetes.

Em alguns estudos controlados, a vacina reduziu a internação de pacientes relacionados ao diabetes em até 79% durante epidemia de gripe. Pessoas diabéticas podem ter um risco aumentado de infecção pneumocócica. Existem atualmente vacinas seguras e efetivas que podem reduzir o risco de complicações.

As respostas imunes diminuídas nestes pacientes podem predispor aos efeitos diretos e indiretos da gripe, incluindo infecção bacteriana secundária. A gripe e suas complicações podem desestabilizar a saúde e o controle glicêmico de pacientes cronicamente enfermos, provocando a hospitalização por uma série de complicações. Desta forma, a vacinação de pacientes diabéticos contra a gripe reduz a hospitalização e mortalidade de pacientes diabéticos.

Em estudo publicado este mês na Public Library of Science, sobre a morbidade e hospitalização relacionadas à gripe em Hong Kong, além de mostrar o impacto sobre o número de internações por complicações cardiovasculares, também mostrou que os pacientes diabéticos internados tiveram um aumento da mortalidade durante períodos de epidemia de gripe.

American Diabetes Association recomenda a vacinação anual contra “Influenza em todos os pacientes diabéticos a partir dos 6 meses de idade”. A vacina pneumocócica também deve ser tomada por adultos diabéticos ao menos uma vez na vida. Uma revacinação é recomendável para indivíduos com mais de 64 anos previamente imunizado, quando a vacina foi feita há mais de 5 anos. Outras indicações para repetir a vacinação são quando o paciente tem síndrome nefrótica, doença renal crônica e outros estados de imunodepressão, como após transplante.

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM CNPJ: 42.567.289/0001-75

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Primeiro do mundo - o aplicativo de saúde gratuito verifica os níveis de glicose sem tirar sangue

Um aplicativo de primeiro tipo, que atualmente está sendo submetido a ensaios clínicos, tem a capacidade de os usuários medir com precisão os níveis de glicose no sangue de forma não invasiva, sem tirar uma gota de sangue. Nunca antes um aplicativo conseguiu fornecer essa informação sem uma peça de tecnologia que acompanha. O aplicativo também permitirá aos usuários medir com precisão os níveis de resistência da insulina, que é uma maneira fundamental de determinar se uma pessoa é pré-diabética. 




Um vídeo  mostra o aplicativo, que está completo, mas não está disponível para o público até o final deste ano, sendo usado para ler com precisão os níveis de glicose, comparando o aplicativo com o teste do pinto e mostrando que é tão preciso quanto o método tradicional.Epic Health -  www.epichealth.io  - é um aplicativo exclusivo que atualmente está sendo submetido a ensaios clínicos e está em desenvolvimento há três anos. Ele é totalmente apoiado por evidências clínicas e científicas, com um conselho de médicos e professores líderes. Dois dos últimos desenvolvimentos vêem uma função que permite ao usuário determinar seus níveis de glicose sem extrair sangue, além de descobrir se eles são ou não pré-diabéticos; permitindo que eles façam mudanças de estilo de vida, se necessário, para evitar que a diabetes tipo 2 se torne uma realidade.O aplicativo funciona pelo usuário colocando uma ponta do dedo sobre a lente da câmera do seu smartphone. Uma série de imagens em close-up são então tomadas, que podem mostrar com precisão informações sobre o fluxo sanguíneo do usuário; Estes são enviados para a nuvem para análise e podem então fornecer feedback sobre todos os tipos de sinais vitais, desde a freqüência cardíaca, temperatura e pressão sanguínea até a taxa de respiração e saturação de oxigênio no sangue.

O aplicativo será capaz de medir os níveis de glicose no sangue de forma não invasiva, o que significa que nenhuma amostra de sangue é necessária. SMBG (glicose no sangue auto-monitorada) é recomendado para todas as pessoas com diabetes e os benefícios clínicos são amplamente aceitos. O aplicativo permitirá que aqueles com diabetes medem seus níveis de glicose sem realmente precisar picar a pele com uma agulha; tudo em menos de um minuto usando a câmera do smartphone.

Essas funções também permitirão que uma pessoa veja como diferentes tipos de alimentos afetam seu corpo; por exemplo, se uma lata de coca aumenta a freqüência cardíaca ou uma placa de brócolis diminui a pressão arterial, além de monitorar como o exercício ou os suplementos afetam os sinais vitais. Isso será particularmente importante para aqueles que desejam gerenciar seu peso de forma mais precisa também.
Quase todos os equipamentos de monitoramento de glicose pré-existentes são invasivos, com a Apple afirmando que uma maneira não invasiva de medir os níveis de glicose no sangue seria o "Santo Graal".

Outro desenvolvimento do aplicativo significa que os usuários serão capazes de medir seus níveis de resistência à insulina de forma completamente não invasiva, para determinar se eles são pré-diabéticos; em uma descoberta nunca antes vista, que os desenvolvedores esperam ajudará a reduzir a freqüência das pessoas que estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2, permitindo que o público veja e altere seu estilo de vida, se necessário. A resistência à insulina é a primeira parte de um conjunto de métricas relacionadas à glicose que a Epic Health está desenvolvendo atualmente para aumentar sua plataforma de saúde única.

Para medir isso, o aplicativo Epic mede a variação no pulso do usuário que está relacionada à concentração de glicose no sangue. É muito menos complexo e mais preciso do que outras formas de monitoramento.

A resistência à insulina é o mecanismo de defesa do corpo contra a glicose, que nos níveis em excesso é uma substância tóxica. Isso ajuda a manter os níveis no sangue abaixo de 100 mg / dl (miligramas por decilitro) e, com a maioria das pessoas que consomem cerca de 124 g de açúcar por dia, é vital manter uma boa saúde. Consumir apenas metade de uma colher de chá de açúcar, mais do que o corpo realmente precisa, durante um período de tempo, pode levar a diabetes, danos nos nervos, doenças cardíacas, danos aos olhos e inflamação.
Dominic Wood, CEO e fundador do aplicativo Epic Health, teve o seguinte a dizer sobre suas capacidades para prevenir o início do Diabetes Tipo 2:

"O aplicativo usa um protocolo simples que leva o usuário a fazer um teste não-invasivo e isso nos permite capturar a informação vital de forma sistemática, o que produz resultados mais consistentes. Nós estabelecemos um protocolo simples para um valor de linha de base a ser estabelecido e o melhor momento para realizar esse teste é a primeira coisa da manhã antes de qualquer alimento ou bebida ser consumida. 

Concentramos nosso protocolo no teste de "jejum" para fornecer dados de linha de base seguidos por um segundo teste 2 horas após a primeira refeição do dia - geralmente café da manhã; isso é conhecido como um teste pós-prandial.

Este é um enorme motor de prevenção, já que o primeiro de nossos produtos de glicose está visando todos, ainda que ainda não tenham sido diagnosticados ou com o risco geral de diabetes - quando ainda é evitável. Não há nada como esse em qualquer lugar e estamos incrivelmente orgulhosos de poder oferecer isso ".

O aplicativo está atualmente em testes clínicos, mas estará disponível para download, gratuitamente, em dispositivos de smartphone Android e IOS no quarto trimestre de 2017.
TERMINA.Inquéritos de imprensa para "Harriet Dalwood" harriet@10yetis.co.uk ou hello
@bioepic.co




quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Glicosímetro Não-Invasivo TENSORTIP CGM-CNOGA

Está perto o fim das picadas para medir a glicose no sangue. A empresa CNOGA Medical Ltd. anunciou que já recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vender no Brasil seus dispositivos não-invasivos de medição de glicose. O Combo Glucometer é o primeiro aparelho que não utiliza picadas nos dedos e nem sensor na pele para medir o nível de açúcar no sangue.



Segundo a empresa, o dispositivo usa um sensor de imagem de cor em tempo real e algoritmos para medir com precisão os níveis de glicose a partir de capilares sanguíneos na ponta dos dedos dos pacientes sem picada da lanceta, retirada de sangue ou dor. A medição pode ser feita quantas vezes for necessário sem acréscimo de custo. O usuário vai poder acessar pelo computador ou celular os dados das glicemias.

Inicialmente, o aparelho vai ser indicado para pacientes diabéticos tipo 1, acima de 18 anos, pois temem que as variações bruscas possam não ser medidas com precisão. Mas a empresa está trabalhando para que no futuro os pacientes tipo 2 também possam usar.

O aparelho precisa de calibração nas primeiras duas semanas, ou seja, o paciente deverá fazer as glicemias capilares, nas pontas dos dedos. Mas a diferença em relação aos outros aparelhos no mercado está que o dispositivo avisa quando não precisa mais de ajustes.  A previsão do lançamento é para o final do ano, inicialmente o aparelho será vendido para médicos pelo preço médio de R$ 3.200,00.

FreeStyle Libre Glicosímetro não Invasivo

O FreeStyle Libre promete facilitar a rotina do diabético, especialmente o usuário de insulina que precisa de picadas nos dedos para checar a glicemia várias vezes ao longo do dia, o que acaba sendo doloroso. Já este novo glicosímetro faz a leitura da glicemia em tempo real sem precisar espetar o dedo.

Ha certas controvérsias quanto ao FreeStily Libre, sensores que demoram para calibrar, sensores que vem com defeitos muitas reclamações de alergia do adesivo utilizado pela Abbott, mas também existe muitos elogios, começando por não haver mais as tao temidas furadas nos dedos, que são o método tradicional para fazer o teste de glicemia capilar. 

Outro ponto forte é que a glicemia pode ser verificada a cada 5 minutos se a pessoas assim desejar, o que nos dá uma melhor noção de como esta a glicemia ao longo do dia, possibilitando assim melhor controle glicêmico, e ajudar a evitar as terríveis hipoglicemias. 

o kit do produto será vendido inicialmente por R$ 599,70, que inclui o leitor e dois sensores que duram na pele até 14 dias. Depois, o consumidor poderá adquirir cada sensor por R$ 239,90. 
 

G-Tech

Indicado para quem faz mais de 3 teste por dia pois tem um dos melhores custo-beneficio em relação as tiras reagentes, até agora as tiras do G-Tech são as que tem o melhor preço isso aconselhável para quem precisa comprar tiras reagentes todos os meses. 

Apresenta resultado de forma simples e segura contando com a precisão do sistema NO CODE e das tiras reagentes com Eletrodos de OURO, muito mais confiáveis e preciso.

Possui alarme da medição apos 2 horas da refeição, conexão com computador é feita via cabo USB.

Preço caixa com 50 tiras reagentes varia de R$ 44,00 Ate R$ 58,00 reais.





One Touch Ultra 2

Esse medidor permite inserir comentários no resultados altos e baixos de cade teste, com ele você consegue relacionar o efeitos dos alimentos aos resultados da Glicemia capilar. 
Tem indicação para pessoas recém diagnosticadas ou aquelas que precisam de mais informações.

Preço das tiras reagentes caixa com 50 tiras varia entre R$ 102,00 Até R$ 120,00 reais.






One Touch Select Simple


Medidor De Glicemia One Touch Select Simple

Controlar seu diabetes é mais simples que você pensa.

O medidor de glicemia One Touch Select Simple contém alertas visuais e sonoros para interpretar seus resultados facilmente e para saber imediatamente se o nível de glicose se encontra alto ou baixo.

Principal Diferencial:

Há ferramentas que simplificam sua vida. Com o novo medidor de glicemia OneTouch SelectSimple, controlar seu diabetes é mais simples do que você imagina. 

 Preço das tiras reagentes varia de R$ 92,99 Até R$ 125,00 Reais...














ONETOUCH® ULTRAMINI®

O Medidor OneTouch UltraMini é um teste completo, inclui tudo o que você precisa para começar a realizar os testes, pequeno e com desenho elegante; o único que cabe dentro de bolsos e bolsas, resultados rápidos em apenas 5 segundos, tela grande facilita a leitura.

Preço no One Touch Ultramini varia entre R$ 50,00 a R$ 70,00 reais, preço das tiras reagentes vai de R$ 102,00 até R$ 125,00 reais caixa com 50 tiras reagentes.



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Freestyle Lite

O medidor de glicemia FreeStyle freedom Lite, da Abbott, é a nova aposta do mercado para diabéticos. Além da já conhecida qualidade Abbott, suas tiras são compatíveis com o medidor de glicose Optium Mini, que já não é mais comercializado no Brasil. 

Um dos grandes diferenciais desse lançamento é o fato de que suas tiras não requererem codificação e utilizam uma pequena gota de sangue (0,3 microlitros); isso torna o produto mais preciso e rápido (resultado em até 4 segundos). Seu funcionamento acontece na inserção da tira, assim como seu desligamento ocorre na retirada da mesma.

 O Sistema Freestyle Freedom Lite Possui Um Grande Mostrador Numérico, Facilitando A Leitura Dos Resultados. Além Disso, É Ergonomicamente Projetado Para Que Seja Confortável Nas Mãos.

Preço das tiras reagentes variam de R$ 79,00 a R$ 150,00 vai de acordo com a farmácia 


Glicosimetro Beeze 2

Indicado para idosos que se cuidam sozinhos. Medidor com formato anatômico, fácil de ser segurado. Tiras embaladas uma a uma, usando sistema de disco com 10 testes. Tecnologia “Já Codificado”. Teste fácil e rápido. Permite transferência de dados via USB.

Não encontrei informação de preços das tiras reagentes.


Glicosímetro Contour TS

As tiras Contour TS é um sistema de monitoramento de glicose sanguínea com inovadora tecnologia sem codificação. Apresenta resultado com uma pequena amostra de sangue e em 8 segundos. Somente para uso com o medidor de glicose Contour TS.

Preço das tiras reagentes caixa com 50 R$ 125,00 preço varia de acordo com a farmácia ou revendedor. 




Glicosímetro Accu Chek-Active

O Glicosimétrico Accu Chek-Active é fornecido pelo SUS tanto aparelho quantos as tiras reagentes. 

Uma quantidade considerável na gota de sangue o monitor de glicemia Accu-Chek Active destina-se à determinação quantitativa da glicemia em sangue capilar fresco. O monitor de glicemia só pode ser utilizado com tiras-teste Accu-Chek Active. Siga as instruções do folheto informativo das tiras-teste caso deseje utilizar outro tipo de material de amostra.

O sistema de monitorização da glicemia, composto pelo monitor de glicemia e pelas tiras-teste, é indicado para a automonitorização e para uso profissional. Com ele, pessoas com diabetes podem verificar a própria glicemia. Profissionais de saúde podem verificar os valores de glicemia de pacientes e empregar o sistema em casos de suspeita de diabetes ou para diagnósticos de urgência. O sistema é adequado para medir a glicemia em sangue obtido de locais alternativos. O sistema não pode ser utilizado para diagnosticar ou afastar o diagnóstico de diabetes. O sistema é próprio apenas para uso fora do corpo. O monitor de glicemia não pode ser utilizado por deficientes visuais. O monitor de glicemia somente pode ser utilizado para o uso a que se destina. Caso contrário, as medidas de proteção podem ser ineficazes.

Quando o SUS não fornece as tiras reagentes coisa que tem acontecido muito ultimante, temos que com o Preço varia mais em media uma caixa com 50 tiras reagentes custa por volta de R$ 123,00 Reais. 
Vale lembrar que Diabéticos Tipo 1 pode usar ate 4 caixas por mês. 

Glicosímetro

Portátil, eficiente e fácil de ser usado, este é o glicosímetro, pequeno aparelho usado para medir a concentração de glicose no sangue. Segundo a American Diabetes Association, a forma mais segura de verificar o nível de glicose no sangue é usando este aparelho. A sua importância se deve ao fato de que com ele podemos rapidamente identificar a hipoglicemia e a hiperglicemia. Pessoas portadoras de diabetes devem medir suas  taxas de glicose diariamente, e, dependo do tipo de  diabetes e da alimentação do diabético, a medição deve  ser feita várias vezes ao dia. Esta medição não possui  um número limite, podendo ser feita segundo a vontade  e necessidade de cada um. Atualmente você pode  encontrar no mercado um modelo de glicosímetro que contem fitas reagentes, nas quais você coloca uma gota de sangue e então as introduz no aparelho para que ele possa fazer a leitura da amostra. Passados alguns segundos, o aparelho mostrará a quantidade de açúcar no sangue do indivíduo naquele exato momento. Este aparelho é fácil de usar e normalmente ele contém instruções de uso e as indicações da quantidade ideal de glicose no sangue, assim como os valores que representam a hipoglicemia e a hiperglicemia.

Alguns conselhos para usar o seu glicosímetro

O glicosímetro oferece um resultado seguro e preciso e tem ajudado cada vez mais pessoas portadoras de diabetes, entretanto alguns cuidados são indispensáveis antes de utilizá-lo:
Usar corretamente o aparelho, seguindo sempre o seu manual de instruções e os conselhos do seu médico;

  • Procurar um fabricante de confiança, de preferência, indicado pelo seu médico. A qualidade das fitas reagentes, o prazo de validade e o seu bom armazenamento podem interferir no resultado do exame, o que, por consequência interfere nas medidas tomadas pelo paciente;
  •  
  • Lavar e secar muito bem as mãos antes de fazer a medição, pois restos de alimentos e água que podem vir a entrar em contato com a fita reagente podem alterar o resultado do exame;

  • Não tomar medicamentos sem o consentimento do seu médico, pois o uso de alguns deles pode alterar a análise do glicosímetro.

Bomba de insulina nacional facilitará controle do diabetes tipo 1

Modelo desenvolvido no ICT/Unifesp de São José dos Campos poderá chegar ao consumidor por um preço quatro vezes menor do que o fixado para os similares importados

Ana Cristina Cocolo
Indivíduos com diabetes mellitus (DM) poderão, em poucos anos, adquirir a bomba de insulina nacional, cujo preço será muito mais acessível do que o das importadas, únicas disponíveis atualmente no mercado. Esse tipo de equipamento substituirá o uso das canetas e seringas para aplicação de insulina, permitindo melhor controle da glicemia e redução das hipoglicemias severas de pacientes diabéticos. 
As bombas de infusão de insulina são aparelhos com comando eletrônico, do tamanho de um celular pequeno, que injetam insulina, de forma constante, a partir de um reservatório para uma cânula inserida sob a pele, geralmente na região abdominal. São primariamente indicadas para pacientes com DM tipo 1, embora seja crescente o número de pacientes acometidos por DM tipo 2, com dificuldade de controle glicêmico, que se tornaram usuários da bomba de infusão de insulina.
Desenvolvidas no final da década de 1970 e, no Brasil, prescrita com maior frequência há pouco mais de 15 anos, as bombas de insulina estão fora da realidade para a maioria dos brasileiros que poderiam beneficiar-se da tecnologia existente, já que os dois modelos importados vendidos no país custam entre R$ 13 mil e R$ 14 mil. O protótipo que está sendo desenvolvido na Unifesp, em parceria com a empresa de produtos médicos Delta Life, poderá chegar ao consumidor final por um preço até quatro vezes menor.
“Ainda assim será um produto para poucos, ante os custos de manutenção mensal dos acessórios como cateteres e cânulas, por exemplo”, explica Luiz Eduardo Galvão Martins, professor de Engenharia de Software do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT/Unifesp) – Campus São José dos Campos e coordenador do projeto. “No entanto, já estamos trabalhando no sentido de buscar alternativas que barateiem esses itens complementares.”
“A bomba de insulina é o equipamento que mais se assemelha ao funcionamento do pâncreas de uma pessoa saudável, já que está conectada 24 horas ao indivíduo, liberando a insulina de forma contínua, por meio de pulsos (bolus), em quantidades e horários pré-programados, de acordo com a necessidade de cada paciente”, explica Tatiana Sousa Cunha, professora do curso de Engenharia Biomédica do ITC/Unifesp e uma das pesquisadoras envolvidas no projeto. “O controle adequado da glicemia reduz ou posterga de forma significativa as complicações do DM, principalmente nos casos de difícil controle.”
Martins afirma que não são apenas os componentes eletrônicos utilizados no processo de produção que deixam o aparelho mais barato, mas também o fato de ser fabricado no Brasil, o que determina a isenção de impostos incidentes sobre os produtos importados.
De acordo com o pesquisador responsável, o item mais caro do protótipo é o motor de passo, mecanismo eletromecânico utilizado para obter um posicionamento preciso por controle digital (software).
No projeto também estão envolvidos: Tiago de Oliveira, docente do ICT/Unifesp; Dulce Elena Casarini e Sergio Atala Dib, docentes da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp); Juliana Almada Colucci, doutora em Medicina pela Unifesp; Monica Andrade Lima Gabbay, endocrinologista e médica assistente do Centro de Pesquisa Clínica em Diabetes da Unifesp; Karen Ann Krejcik, Lucas Vecchete e Pedro Gaiarsa, todos estudantes do ICT/Unifesp; Hanniere Faria, ex-estudantes do ICT/Unifesp, e Jane Dullius, professora da Universidade de Brasília (UnB), os quais têm cooperado com o grupo de pesquisa da Unifesp desde março de 2016.

Diabetes mellitus

O diabetes mellitus é constituído por um grupo de doenças metabólicas, que apresentam em comum o aumento dos níveis de glicose no sangue causado pela destruição parcial ou total das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, ou por defeitos na ação desse hormônio. Várias complicações decorrentes dessa condição podem surgir a longo prazo, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal crônica, cegueira e alterações neurológicas; o agravamento do quadro clínico pode levar ao coma e à morte. Entre os sintomas que caracterizam o DM estão a necessidade frequente de urinar e o aumento da sede e da fome. Os principais tipos de diabetes são:
  • Diabetes mellitus tipo 1: de caráter autoimune, é geralmente diagnosticado na infância ou na adolescência e resulta da destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Neste caso, a reposição de insulina faz-se necessária ao longo da vida. 
  • Diabetes mellitus tipo 2: tem origem na resistência à insulina, uma condição em que as células do corpo não respondem a esse hormônio de forma adequada. As principais causas são o peso excessivo e a falta de exercício físico.
  • Diabetes mellitus gestacional: é a condição em que uma mulher sem diabetes apresenta níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez.

Acessórios são o próximo alvo

Outro ponto do projeto sobre o qual os pesquisadores também se debruçam é o barateamento dos quatro acessórios utilizados na manutenção do sistema de infusão, os quais, para as bombas importadas, geram um custo de até R$ 1 mil/mês. Para dois deles – bateria e reservatório de insulina –, a solução já foi encontrada e reduz essa despesa em 25%.
O “pulo do gato”, conforme explica Martins, é a adaptação do aparelho às pilhas comuns e a um reservatório simples para o medicamento (modelo de seringa), de baixo custo e comercialmente disponível. Só que, nesse caso, ajustado especificamente à insulina. “O preço desse modelo de reservatório é significativamente mais baixo, com projeção de R$ 1 contra R$ 12 do usualmente utilizado nas bombas disponíveis.”
No entanto, dois outros produtos complementares – cânula e cateter, feitos de material plástico flexível – e que precisam ser trocados, em média, a cada três e seis dias para evitar reações alérgicas, infecções e obstruções, ainda são um desafio que precisa ser superado. “Não temos fabricantes nacionais desses cateteres e cânulas específicos para a bomba de insulina”, afirma Tatiana. “Por esse motivo, pretendemos também aprofundar os estudos para o desenvolvimento desses itens.”

Parte do protótipo da bomba de insulina nacional que está sendo produzida   


Professores do ICT/Unifesp Luiz Eduardo Martins (de óculos) e Tatiana Sousa Cunha, e os estudantes bolsistas Lucas Vecchete e Pedro Gaiarsa (de camiseta cinza)

Estimativas sobre a doença

No mundo:
  • Em 2015, mais de meio milhão de crianças foram diagnosticadas com DM tipo 1 pela primeira vez. O DM tipo 1 aumenta cerca de 3% ao ano, embora seja menos comum do que o DM tipo 2
  • Uma em cada 11 pessoas tem diabetes
  • Em 2015, cerca de 215,2 milhões de homens e 199,5 milhões de mulheres tiveram a doença, totalizando 415 milhões de pessoas
  • Em 2040, 642 milhões de pessoas serão acometidas pela doença: 328,4 milhões de homens e 313,3 milhões de mulheres
  • 12% dos gastos globais com saúde estão ligados ao diabetes, o que representa US$ 673 bilhões
  • Um em cada sete recém-nascidos é afetado pelo diabetes gestacional
No Brasil:
  • Número de adultos (20 a 79 anos) com diabetes: 14.250.800
  • Prevalência nacional da doença: 10,2%
  • Número de mortes em 2015 relacionadas ao diabetes (20-79 anos): 130.712
  • Gasto médio anual de um brasileiro com diabetes para tratar a doença: R$5.345,90 (cotação US$1 = R$3,50)
  • Número de pessoas (20 a 79 anos) que apresentam diabetes e ainda não foram diagnosticadas: 5.724.400
Diabetes em crianças
Cinco primeiros países segundo o número de crianças (0 a 14 anos) com diabetes tipo 1
Estados Unidos84.100
Índia70.200
Brasil30.900
China30.500
Reino Unido19.800
Fonte: Atlas do Diabetes 2015 - Federação Internacional de Diabetes (IDF)

Artigos relacionados:
ATLAS do Diabetes. 7. ed. Bruxelas: International Diabetes Federation (IDF), 2015. Disponível em: <http://www.diabetesatlas.org/resources/2015-atlas.html>. Acesso em: 14 mar. 2017.
MARTINS, Luiz Eduardo G.; FARIA, Hanniere de; VECCHETE, Lucas; CUNHA, Tatiana Sousa; OLIVEIRA, Tiago de; CASARINI, Dulce E.; COLUCCI, Juliana Almada. Development of a low-cost insulin infusion pump: lessons learned from an industry case. In: IEEE INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON COMPUTER-BASED MEDICAL SYSTEMS, 28., 2015, São Carlos; Ribeirão Preto (SP, Brasil). Proceedings CBMS 2015. São Carlos; Ribeirão Preto (SP, Brasil): Conference Publishing Services (CPS), 2015. p. 338-343. Disponível em: < http://doi.ieeecomputersociety.org/10.1109/CBMS.2015.14 >. Acesso em: 5 abr. 2017.

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